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Expedições noturnas, escapadas e encontros ao acaso

Night expeditions, escapades and chance encounters

Sobre o projeto

Nesses tempos, em que parecemos nos isolar cada vez mais em bolhas de conforto e conformidade, eu senti a necessidade de subverter o modo como nos tratamos e nos relacionamos. Através do projeto, busquei fazer contato com pessoas estranhas, normalmente através de aplicativos, e tentar convencê-las a dar um novo significado às relações que travamos ali, em rede, e noutros tantos ambientes. Quase como um experimento, a idéia era criar vínculos: convencer pessoas a iniciarem uma série de conversas com um estranho, tendo por objetivo se abrirem, se exporem, compartilharem todo tipo de aspecto íntimo.

O objetivo final dessas conversas era chegar à criação de imagens que estivessem de alguma forma relacionadas à pessoa. Remexer nas cabeças e buscar temas que pudessem ser materializados em imagens. As conversas, e esse processo de retirada de véus e camadas culminavam com o encontro e a saída pra realizar as fotos.

Em cerca de dez anos essas conversas já renderam uma quantidade enorme de imagens.

O Processo

Buscar

Usando principalmente os apps de paquera, ir em busca dos potenciais participantes.

Travar Contato

Fazer contato com as pessoas explicando o objetivo do projeto.

Convencer

Convencer os participantes a se abrirem, e compartilharem o máximo de informações sobre todo tipo de particularidades, experiências e aspectos íntimos.

Explorar

Iniciar uma série de conversas, que podem se estender por semanas ou meses, buscando os motivos por trás de ações relatadas, sensações, reações a fatos vividos, desejos, medos, sonhos, e planos para o futuro.

Processar

Processar toda a informação recebida ( e juntar com minhas próprias experiências também).

Fotografar

Partir pra criação das imagens.

Algumas Experiências

Para Marcio a produção das fotos foi um ponto importante num processo em andamento de superação do  medo patológico de altura. 

Durante uma viagem de férias, Oliver enviou uma mensagem dizendo que admirou muito o trabalho, mas que jamais teria coragem de fazer alguma coisa parecida. Uns dias depois nós cruzávamos a cidade num táxi, a caminho do que seria uma experiência libertadora pra ele.

Encontrar alguém disposto a colocar em prática a idéia maluca de fotografar em locais “impossíveis”. Depois de alguma conversa o impossível se materializou, em lugares chave do Rio de Janeiro, no jogo inaugural da copa do mundo de 2014.

Pra um conjunto maior de experiências acumuladas pelo projeto, basta clicar no labirinto.